Avenida Sucre, Apartamento M-11, Colonia Libertad.

No comecinho de setembro me enchi de coragem e decidi me mudar da Colonia Palermo, onde morei durante uns 6 meses.
Digo coragem porque, apesar de tudo, eu adorava aquela casa. Os pisos escuros, os quartos grandes, as paredes grossas, o pátio grande onde eu lia o dia inteiro nos finais de semana, o cheiro de pinho durante a noite e, claro, a presença sempre linda do Ewin (vulgo "o colombiano lá de casa"), da Nícia e do Camilo... Tínhamos noites super prazerosas de ensinamentos guanacos e discussões que iam desde cervejas brasileiras a lembranças de terremotos ou da guerra. Aprendi a falar "salvadorenho", a escutar música ranchera às 5 da manhã, experimentei os mais variados doces da culinária salvadorenha, comi frutas estranhas e até fiz tortillas de maíz!
Mas, depois de alguns incentivos e de algumas mudanças de comportamento da dona da casa, resolvi deixar meus queridos amigos e me mudar. Graças ao Café La T, consegui numa sexta-feira, o que seria meu lar durante todo o mês de setembro e começo de outubro. No sábado já tinha resolvido e uma semana depois me mudei.
Junto com a Ambar, o Christian, o Jonás, (claro!) o Darío e tooodos os anexos, vivi em um apartamento bem legal na Colonia Libertad. Era um mini-paraíso. Perto de tudo que eu precisava, podia caminhar na rua tranquilinha e como eram bonitinhas as ruas... povoadas de imensas árvores, parecia ser sempre 4 da tarde por causa da sombra e do vento. Era lindo! Frequentemente eu dizia que se tivesse ido morar ali antes eu não teria voltado pro Brasil tão cedo...
As minhas melhores lembranças estão guardadas naquele apartamento (ou em ônibus que me levaram a lugares lindos nos finais de semana de setembro). Frequentemente falo com a Ambar e o Christian. O Darío (filho de 3 meses dos dois) sempre manda um saludo pra mim e pra um outro companheiro. Aliás, companheiro, todos sempre te mandam saludos e esperam que estejas bem e que um dia voltes a visitar aquela casa. Acho que também passastes bons dias ali.
Quando fechei a grade do prédio, às 4:30 da manhã de um dia de outubro e caiu a ficha que eu não voltaria mais, suspirei pra mim mesma: "eu fui feliz aqui".
1 comentarios:
Ser feliz eh oq importa. SEMPRE!
Publicar un comentario en la entrada