<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><rss xmlns:atom='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' version='2.0'><channel><atom:id>tag:blogger.com,1999:blog-4299602958706596838</atom:id><lastBuildDate>Sat, 17 Oct 2009 15:22:28 +0000</lastBuildDate><title>Juliana na janela</title><description>El Salvador. Eu estava lá. Montanhas, vulcões, revoluções. O vermelho, o azul e o amarelo. Ruinas de um presente ainda por construir. E eu vi tudo. Da minha janela.</description><link>http://juliananajanela.blogspot.com/</link><managingEditor>ju.vitorino@gmail.com (Juliana Vitorino)</managingEditor><generator>Blogger</generator><openSearch:totalResults>24</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>25</openSearch:itemsPerPage><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-4299602958706596838.post-5231735764850744499</guid><pubDate>Wed, 08 Apr 2009 13:04:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-04-08T07:07:25.189-07:00</atom:updated><title>"Mas as coisas findas, muito mais que lindas, essas ficarão"</title><description>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Sempre me disseram que tudo na vida tem um começo e um final. Eu nunca entendi, ou nunca quis entender ou nunca aceitei isso. Tenho enormes problemas com despedidas e com finais. O simples pensamento de que algo, algum dia, mesmo que muito longe, pode chegar ao fim, me angustia. Nesse sentido, é muito comum que eu comece um projeto já com ar de tristeza porque sei que, cedo ou tarde, chegará ao fim. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Lembro que fui visitar um amigo, durante uns dias que passei no velho continente. Era só um finalzinho de semana e, em determinado momento, ele perguntou se eu não estava gostando do passeio, já que eu tinha uma visível cara triste. E eu, muito sentimental que sou, respondi que não tinha nada de errado, muito pelo contrário, tudo tinha sido o cúmulo da perfeição. A tristeza era pelo fato de que poucas horas depois tudo aquilo se acabaria.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Todo esse redeio é pra dizer que esse blog já perdeu a sua finalidade. Lembro do dia que decidi criá-lo. Estava em El Salvador, usando um cyber, perto da UCA e lembro que era um dia particularmente triste. Um dia de saudades, um dia dolorido. Foi um dia que me senti intensamente só e precisava fazer alguma coisa quanto à isso senão explodiria ou, melhor, implodiria. Eu queria falar, eu queria registrar algumas coisas, eu queria comentar e compartilhar algumas visões peculiares do dia-a-dia salvadorenho e, algumas vezes, os textos eram tentativas de análise e busca de uma resposta à pergunta que eu me fazia &lt;em&gt;muy a menudo: &lt;/em&gt;qual o sentido disso tudo? Será que valeu mesmo a pena? (claro que esses textos nem chegaram perto do blog!).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Depois que voltei pro Brasil quis continuar escrevendo minhas enxidirices, como, de fato, escrevi. Mas não tenho o mesmo pique. Como diz uma amiga, tô em outra vibe (ainda bem!). Continuo com os meus interesses e o coração em El Salvador, mas, agora, de uma maneira mais intensa, profunda e, por enquanto, minha e não de domínio público (ainda). Nunca pensei que fosse dizer isso, mas manter um blog é coisa pra gente disciplinada, coisa que nunca fui. Assim que, continuo com as minhas contribuições, mas, em outros &lt;em&gt;fronts&lt;/em&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Não vou deletá-lo porque ainda não tenho coragem. Mas, já não irei atualizá-lo. Quando o objetivo se perde, é contraproducente continuar. A atividade (ou seja lá o que for), tem que ser revista pra não se tornar uma obrigação e esse blog, enquanto atingiu o seu objetivo, nunca foi uma obrigação. A minha análise diz que é questão de terminar, de pôr um ponto final, de ir. E eu vou. Foi bom enquanto durou.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4299602958706596838-5231735764850744499?l=juliananajanela.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://juliananajanela.blogspot.com/2009/04/mas-as-coisas-findas-muito-mais-que.html</link><author>ju.vitorino@gmail.com (Juliana Vitorino)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>2</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-4299602958706596838.post-3699592550211847912</guid><pubDate>Mon, 16 Mar 2009 03:17:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-03-15T20:55:31.320-07:00</atom:updated><title>Sim. Ha llegado! Ha llegado!</title><description>O TSE salvadorenho acaba de divulgar o último boletim dessa noite. De acordo com a legislação eleitoral, ainda não pode dizer literalmente que o Funes ganhou (ooops!), porque ainda faltam algumas urnas, mas o Araujo disse que o povo salvadorenho interprete os resultados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com 90,8% dos votos contabilizados: Funes, 51.3% e Ávila, 48.7%.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, sim... LA JUSTICIA POPULAR HA LLEGADO!!!!!!!!! Se acabó ARENA!!!!!!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*resultados oficiais, só em 48 horas. Mas o grito tava entalado aqui e grito, sabe como é, não obedece lei.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4299602958706596838-3699592550211847912?l=juliananajanela.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://juliananajanela.blogspot.com/2009/03/sim-ha-llegado-ha-llegado.html</link><author>ju.vitorino@gmail.com (Juliana Vitorino)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>2</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-4299602958706596838.post-1028227569195476377</guid><pubDate>Mon, 16 Mar 2009 03:00:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-03-15T20:08:52.566-07:00</atom:updated><title>Será?</title><description>Às 20:49 de El Salvador, o TSE divulga:&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Com 86,2% das urnas contabilizadas, Funes vai ganhando com 51.1%.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sigo daqui acompanhando...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4299602958706596838-1028227569195476377?l=juliananajanela.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://juliananajanela.blogspot.com/2009/03/sera.html</link><author>ju.vitorino@gmail.com (Juliana Vitorino)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-4299602958706596838.post-820526683568720187</guid><pubDate>Sat, 14 Mar 2009 16:24:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-03-14T09:45:14.538-07:00</atom:updated><title>Isso é, precisamente, o que El Salvador não precisa</title><description>Yo les quiero contar (ajajaajaja... vejam o vídeo para entender) que esta é uma entrevista feita com Rodrigo Ávila, candidato à presidência de El Salvador pelo partido ARENA. Aviso que não se trata de nenhuma montagem (ahahaahaha), o problema é que o Rodrigo é tão ruim que ele mesmo se auto-sabota.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A eleição para presidente de El Salvador ocorre no domingo, dia 15 de março. E, como comentei no &lt;a href="http://www.deiticos.blogspot.com/"&gt;Deiticos&lt;/a&gt;, tô daqui acompanhando e esperando a hora de gritar: LA JUSTICIA POPULAR HA LLEGADO!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vamos por el cambio!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/Tu5-osofwLs&amp;hl=pt-br&amp;fs=1"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/Tu5-osofwLs&amp;hl=pt-br&amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4299602958706596838-820526683568720187?l=juliananajanela.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://juliananajanela.blogspot.com/2009/03/isso-e-precisamente-o-que-el-salvador.html</link><author>ju.vitorino@gmail.com (Juliana Vitorino)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-4299602958706596838.post-2585207261775351887</guid><pubDate>Fri, 16 Jan 2009 21:56:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-01-16T14:23:10.270-08:00</atom:updated><title>El Salvador: a paz deve ser produto da justiça</title><description>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_SxkMNtunxfE/SXEIVUrBLEI/AAAAAAAABtg/z8OrcvQc8jc/s1600-h/acuerdos_de_paz_catedral.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5292020199556459586" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 208px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_SxkMNtunxfE/SXEIVUrBLEI/AAAAAAAABtg/z8OrcvQc8jc/s320/acuerdos_de_paz_catedral.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;“A las 5 de la tarde de hoy se inició la ofensiva final. El enemigo está rodeado: la justicia popular ha llegado”. Com esse comunicado, em 10 de janeiro de 1980 a Frente Farabundo Martí para la Liberación Nacional(FMLN) e a Frente Democrática Revolucionária (FDR) divulgaram o começo da ofensiva geral. Era o início oficial da guerra civil salvadorenha, que se estenderia até 1992, quando da assinatura dos Acordos de Paz de Chapultepec. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Hoje, 16 de janeiro, a assinatura dos acordos completa 17 anos. Uma data histórica, mas que em El Salvador, surpreendentemente, muita gente desconhece. Os principais jornais do país não deram importância alguma à data, o foco dos diários continua nas eleições para deputados e prefeitos que acontecerá domingo, 18/01.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Os Acordos de Chapultepec gozam de grande prestígio internacional por ser o único acordo mediado pelas Nações Unidas que, de fato, conseguiu pôr fim a um conflito. É um acordo modelo, pelo menos teoricamente. Segundo Santiago (fundador e líder da Radio Venceremos), os acordos deram a El Salvador o que naquele momento se pôde alcançar, já que a correlação de forças impossibilitava que se alcançassem outros benefícios. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Grosso modo, os maiores ganhos dos Acordos foram, sem dúvida, o fim da guerra, o desmantelamento dos aparelhos de violência estatal (a Guardia Nacional e a Policía de Hacienda), e a conversão da guerrilha militar do FMLN em partido político. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Todavia, o fim do conflito não garantiu a criação de um Estado democrático. O país sofre desde sempre e até hoje com altos níveis de corrupção e sem perspectivas de melhoras quanto a isso.&lt;br /&gt;A violência não é exclusividade dos tempos de guerra. Após o conflito e até hoje, El Salvador (que é governado há 20 anos pelo partido ARENA), mantém o posto de país mais violento (em termos de assassinatos) da América Latina. Em 1994, o país alcançou uma taxa de homicídios de 150 por cada 100 mil pessoas. Em 1995, a taxa subiu para 160 por 100 mil pessoas. Hoje, o país ainda é líder em homicídios de jovens, com uma taxa de 92 por 100 mil.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;A cultura da violência ainda é muito arraigada. Pese os números alarmantes de assassinatos, o país é o segundo maior receptor de ajuda militar e o 11º na lista de compra de armas. Entre 2000 e 2003, foram gastos 46.8 milhões de dólares em armamentos. Durante a guerra civil, o governo estadunidense injetou 1.5 milhões de dólares diários em ajuda econômica e militar.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Desde a minha não tão legítima opinião, o fim da guerra é o grande fruto dos acordos e deveria ser patrimônio do povo salvadorenho. Grandes avanços ainda não se podem ver facilmente, mas, acredito também que a história é uma construção, que a justiça não é fabricada e nem imposta por decreto e que a paz é fruto da justiça. E cabe mais uma vez aos salvadorenhos lutar pelo seu povo, mas hoje em outros fronts. É preciso fundar um Estado respeitoso e garantidor dos direitos humanos fundamentais, é preciso refundar as instituições do país, é urgente um pacto social entre sociedade e Estado para que todos se sintam parte de uma verdadeira reconstrução nacional.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4299602958706596838-2585207261775351887?l=juliananajanela.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://juliananajanela.blogspot.com/2009/01/el-salvador-paz-deve-ser-produto-da.html</link><author>ju.vitorino@gmail.com (Juliana Vitorino)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_SxkMNtunxfE/SXEIVUrBLEI/AAAAAAAABtg/z8OrcvQc8jc/s72-c/acuerdos_de_paz_catedral.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>2</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-4299602958706596838.post-193382742207034722</guid><pubDate>Tue, 13 Jan 2009 04:15:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-01-12T20:23:55.042-08:00</atom:updated><title>Curiosidades lingüísticas III - El salvadoreño no tutea, el salvadoreño vosea</title><description>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;em&gt;Voseo&lt;/em&gt; é um fenômeno lingüístico da língua espanhola e consiste, basicamente, em usar o pronome “vos” para se referir ao interlocutor. Estima-se que aproximadamente 30% dos falantes de espanhol utilizem o &lt;em&gt;voseo&lt;/em&gt;. A maior parte desses 30% está distribuída pela América Central (menos Panamá), Argentina, Uruguai e Paraguai.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;Existem dois tipos de &lt;em&gt;voseo.&lt;/em&gt; A diferença básica é como se referem ao interlocutor e o espaço geográfico onde é falado. O &lt;em&gt;&lt;strong&gt;voseo clássico&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;, (predominantemente utilizado na Espanha), serve para dirigir-se ao interlocutor com certa reverência, semelhante ao que seria em português a 2ª pessoa do plural. O &lt;em&gt;&lt;strong&gt;voseo dialectal americano&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;, ou simplesmente voseo, é utilizado para o trato familiar, cotidiano, entre amigos, semelhante ao que seria, em português, a 2ª pessoa do singular.&lt;br /&gt;Em El Salvador, as poucas vezes que os ouvi utilizando o “tu” comigo foi logo quando cheguei e ainda não tinha o hábito de vosear. O "vos", segundo minhas curtas pesquisas, introduzido há pouco tempo no hábito da fala centro-americana, tem se entranhando bem em El Salvador, mesmo que ainda seja comum, em uma mesma conversa, as pessoas mesclarem “tu” e “vos”, mesmo que o “tu” tenha um ar mais sério. "Usted" quase não se usa, sendo este uma expressão de respeito e extremamente formal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porém, o mais interessante é que mesmo não sendo muito comum, em El Salvador eles conseguem usar o usted, o vos e o tu, sobretudo se o interlocutor é estrangeiro e tem um espanhol polidinho. É uma maneira de fazer o estrangeiro se sentir confortável falando uma outra língua.. Ou seja, tu te dá conta de que tá te adequado à língua quando começas a trocar o usted por tu e, por fim, o tu pelo vos. E depois que sais da América Central, vais estranhar escutar ou ler o tu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo que seja mais comum &lt;em&gt;tutear&lt;/em&gt;, sempre me dá uma coceirinha na língua ou nos dedos e eu sempre acabo &lt;em&gt;voseando&lt;/em&gt;... ademais, eu acho muito mais lindo dizer “tenés que descansar” ou “quédate el tiempo que vos querrás!” do que dizer “tienes que descansar” ou “quédate el tiempo que quieras!”.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4299602958706596838-193382742207034722?l=juliananajanela.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://juliananajanela.blogspot.com/2009/01/curiosidades-lingsticas-iii-el.html</link><author>ju.vitorino@gmail.com (Juliana Vitorino)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-4299602958706596838.post-9062507478310211858</guid><pubDate>Wed, 07 Jan 2009 17:31:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-01-08T10:03:27.429-08:00</atom:updated><title>Avenida Sucre, Apartamento M-11, Colonia Libertad.</title><description>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_SxkMNtunxfE/SWTt-IV5dOI/AAAAAAAABs0/6J5eO35Ae8A/s1600-h/casa_libertad1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5288613514086806754" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 270px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_SxkMNtunxfE/SWTt-IV5dOI/AAAAAAAABs0/6J5eO35Ae8A/s320/casa_libertad1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;No comecinho de setembro me enchi de coragem e decidi me mudar da Colonia Palermo, onde morei durante uns 6 meses.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Digo coragem porque, apesar de tudo, eu adorava aquela casa. Os pisos escuros, os quartos grandes, as paredes grossas, o pátio grande onde eu lia o dia inteiro nos finais de semana, o cheiro de pinho durante a noite e, claro, a presença sempre linda do Ewin (vulgo "o colombiano lá de casa"), da Nícia e do Camilo... Tínhamos noites super prazerosas de ensinamentos guanacos e discussões que iam desde cervejas brasileiras a lembranças de terremotos ou da guerra. Aprendi a falar "salvadorenho", a escutar música ranchera às 5 da manhã, experimentei os mais variados doces da culinária salvadorenha, comi frutas estranhas e até fiz tortillas de maíz! &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Mas, depois de alguns incentivos e de algumas mudanças de comportamento da dona da casa, resolvi deixar meus queridos amigos e me mudar. Graças ao Café La T, consegui numa sexta-feira, o que seria meu lar durante todo o mês de setembro e começo de outubro. No sábado já tinha resolvido e uma semana depois me mudei.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Junto com a Ambar, o Christian, o Jonás, (claro!) o Darío e tooodos os anexos, vivi em um apartamento bem legal na Colonia Libertad. Era um mini-paraíso. Perto de tudo que eu precisava, podia caminhar na rua tranquilinha e como eram bonitinhas as ruas... povoadas de imensas árvores, parecia ser sempre 4 da tarde por causa da sombra e do vento. Era lindo! Frequentemente eu dizia que se tivesse ido morar ali antes eu não teria voltado pro Brasil tão cedo... &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;As minhas melhores lembranças estão guardadas naquele apartamento (ou em ônibus que me levaram a lugares lindos nos finais de semana de setembro). Frequentemente falo com a Ambar e o Christian. O Darío (filho de 3 meses dos dois) sempre manda um saludo pra mim e pra um outro companheiro. Aliás, companheiro, todos sempre te mandam saludos e esperam que estejas bem e que um dia voltes a visitar aquela casa. Acho que também passastes bons dias ali.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Quando fechei a grade do prédio, às 4:30 da manhã de um dia de outubro e caiu a ficha que eu não voltaria mais, suspirei pra mim mesma: "eu fui feliz aqui". &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4299602958706596838-9062507478310211858?l=juliananajanela.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://juliananajanela.blogspot.com/2009/01/avenida-sucre-apartamento-m-11-colonia.html</link><author>ju.vitorino@gmail.com (Juliana Vitorino)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_SxkMNtunxfE/SWTt-IV5dOI/AAAAAAAABs0/6J5eO35Ae8A/s72-c/casa_libertad1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-4299602958706596838.post-8709907428848940240</guid><pubDate>Sat, 27 Dec 2008 02:28:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-01-07T07:45:51.105-08:00</atom:updated><title>Porque a poesia faz a vida mais bonita...</title><description>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Em outra ocasião postei aqui o "Poema de Amor" e disse que aquele havia sido o segundo poema do Roque Dalton a me chegar às mãos. Hoje, lendo "inutilidades" como diria o Raphael pra me irritar, encontrei "como tu", o primeiro poema do Dalton que eu li. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;** O poema chegou a mim através do &lt;a href="http://www.deiticos.blogspot.com/"&gt;Aleks&lt;/a&gt;, numa manhã sem graça de trabalho. O fato é que esse virou o meu poema favorito, acima (inclusive!) do poema XX do Neruda! Adoro a simplicidade dos versos e a força escondida (mas ao mesmo tempo tão visível) dessas palavras. Me emociono sempre que leio. E leio sempre. Assim que, foi um bom presente, totoposte. **&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Então, hoje, pós natal, pós "post carregado" de ontem, é a vez da literatura passar na minha janela. E o Dalton sempre pode entrar.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Como tu&lt;br /&gt;Roque Dalton (El Salvador, 1935-1975)&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Yo como tu&lt;br /&gt;amo el amor,&lt;br /&gt;la vida,&lt;br /&gt;el dulce encanto de las cosas&lt;br /&gt;el paisaje celeste de los dias de enero.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;También mi sangre bulle&lt;br /&gt;y rio por los ojos&lt;br /&gt;que han conocido el brote de las lágrimas.&lt;br /&gt;Creo que el mundo é bello,&lt;br /&gt;que la poesia es como el pan,&lt;br /&gt;de todos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Y que mis venas no terminan em mí,&lt;br /&gt;sino que en la sangre unánime&lt;br /&gt;de los que luchan por la vida,&lt;br /&gt;el amor,&lt;br /&gt;las cosas,&lt;br /&gt;el paisaje y el pan,&lt;br /&gt;la poesia de todos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4299602958706596838-8709907428848940240?l=juliananajanela.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://juliananajanela.blogspot.com/2008/12/porque-poesia-faz-vida-mais-bonita.html</link><author>ju.vitorino@gmail.com (Juliana Vitorino)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>3</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-4299602958706596838.post-8686777235025820429</guid><pubDate>Thu, 25 Dec 2008 20:49:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-12-25T13:07:38.932-08:00</atom:updated><title>Sintamos a dor poque ela é nossa!</title><description>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;25 de dezembro. Natal. Vou quebrar a lógica e o objetivo desse blog e escrever sobre a mina terra: Pernambuco.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Quem me conhece sabe que eu não sou muito chegada em festas de fim de ano. Pra mim Cristo não nasceu em 25 de dezembro e “ano” é só uma medida de tempo. Ouvi, dia desses, que esse é o momento em que devemos celebrar a vida. Não concordo muito também, mas me parece mais sincero. Assim, eu quero celebrar a vida de algumas pessoas. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;4348&lt;/span&gt; é o número de homicídios ocorridos em Pernambuco desde o dia 1 de janeiro de 2008.&lt;/strong&gt; Somente ontem, 24 de dezembro, 40 pessoas foram mortas no Estado. Muito provavelmente ninguém ouvirá falar delas, serão apenas números em uma assombrosa estatística, possivelmente os casos não serão investigados. Deixaram a vida sem fazer barulho e ninguém fará “barulho” por elas. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O Brasil é o 8º país do mundo em mortes violentas (49,1 por 100mil), o 3º em vitimização juvenil e o 5º em mortes de violentas de jovens (51,6 por 100mil). El Salvador é o primeiro desse ranking divulgado pela Rede de Informação Tecnológica Latino-Americana (Ritla) no relatório Mapa da Violência. A Europa tem a menor taxa de homicídios do mundo, 7,9 em 100 mil. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Obviamente, se as vítimas fossem essencialmente da classe média recifense, o barulho existiria, seria primeira página dos jornais e os crimes seriam detalhadamente dissecados nos telejornais, acompanhados de “análises” sobre o estado da segurança pública em Pernambuco. Foi o que aconteceu em novembro, por exemplo, no arrastão do Espinheiro (ou Rosarinho? Não lembro, perdoem...)&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Não sou contra os protestos e afins organizados pela classe média. Acredito que o descontentamento é legítimo. Mas, defendo a igualdade de tratamento e isso nem sempre acontece. Infelizmente, o Rosarinho ou o Espinheiro têm sido mais importantes que o Coque ou Joana Bezerra. E isso não é justo. Principalmente se partimos do pressuposto de que aconteça onde acontecer o crime, seja a vítima quem for, é um ser humano. Ponto Final. E isso deveria bastar!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Nesse sentido concordo com João Valadares, jornalista recifense e um dos criadores do blog PE Body Count (de onde várias informações desse post foram tiradas): &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“No meu humilde olhar de integrante desta casta recifense [a classe média], acredito que só vamos começar a mudar o problema da violência quando conseguimos chorar a morte de quem sequer existe. Daqueles que morrem escondidos na periferia da nossa cidade, que não ganham nem nota de pé de página nos jornais quando recebem dois tiros na cabeça. E não são poucos. Precisamos nos importar também com o que acontece nos Coelhos, Ibura, Coque, Iputinga e tantos outros lugares situados na sombra da vergonha. &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Precisamos sentir a dor de Inês Maria da Silva, 69 anos, moradora do Coque, que teve cinco filhos, um neto e um sobrinho assassinados em circunstâncias diferentes. Todos no Coque. Vez por outra, os assassinos passam na rua de sua casa e sopram um bom dia. É um bom exercício tentarmos cobrar por algo que nos parece distante. Cobrar ações por algo que parece não nos atingir. Mostramos isso todos os dias. Quando a gente não apenas se importar com a morte no sinal de Boa Viagem ou Casa Forte, aí sim, acho que vamos começar a iniciar a grande mudança. &lt;strong&gt;Não precisamos recorrer a dores cariocas ou paulistas. Temos em Pernambuco uma dor imensa. É preciso sentir”.&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Por isso, um dos meus desejos para 2009 é que eu possa sentir essa dor. Que sintamos essa dor! Porque quando a dor é nossa trabalhamos e fazemos até o impossível para curá-la.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Bom Natal a todos!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4299602958706596838-8686777235025820429?l=juliananajanela.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://juliananajanela.blogspot.com/2008/12/sintamos-dor-poque-ela-nossa.html</link><author>ju.vitorino@gmail.com (Juliana Vitorino)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-4299602958706596838.post-1714474384173497809</guid><pubDate>Tue, 16 Dec 2008 00:08:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-12-15T16:29:54.342-08:00</atom:updated><title>Pelos inocentes massacrados em El Mozote...</title><description>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_SxkMNtunxfE/SUb0_UYklMI/AAAAAAAABsk/t51QBdwTLJs/s1600-h/MOZOTE.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5280176981779190978" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 238px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_SxkMNtunxfE/SUb0_UYklMI/AAAAAAAABsk/t51QBdwTLJs/s320/MOZOTE.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:180%;color:#000000;"&gt;&lt;strong&gt;27 anos depois:&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:180%;color:#000000;"&gt;&lt;strong&gt;Sabemos a verdade, mas ainda não temos a justiça!&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4299602958706596838-1714474384173497809?l=juliananajanela.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://juliananajanela.blogspot.com/2008/12/pelos-quase-1000-inocentes-massacrados.html</link><author>ju.vitorino@gmail.com (Juliana Vitorino)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_SxkMNtunxfE/SUb0_UYklMI/AAAAAAAABsk/t51QBdwTLJs/s72-c/MOZOTE.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-4299602958706596838.post-3673870661374084574</guid><pubDate>Mon, 08 Dec 2008 17:21:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-12-08T09:52:07.801-08:00</atom:updated><title>Curiosidades lingüísticas II - "Hijoe'puta"</title><description>&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/Nz8RZ61_Vfo&amp;hl=pt-br&amp;fs=1"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/Nz8RZ61_Vfo&amp;hl=pt-br&amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Esse é um post da série "curiosidades lingüísticas". Trata-se do signifacado e das utilizações do termo "hijo de puta" ou, como bem aprendi em El Salvador, "hijoe'puta". &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Chueguei em El Salvador com aquele espanhol polido. Chamando dinheiro de "dinero", cachorro de "perro" e criança de "niño/a", com palavras distintas para cada distinta coisa e o que me acontece? Inúmeras palavras para o mesmo objeto ou uma palavra para vários objetos e viva a salvadorenidade! Depois de El Salvador eu não acredito mais na falácia de que pra falar bem um outro idioma, ter vocabulário é indispensável. Not here, hijoe'puta! =)&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Bem, vejam o vídeo e imaginem Juliana Vitorino nos primeiros meses sem entender bem quando xingavam ou, simplesmente, conversavam amistosamente. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4299602958706596838-3673870661374084574?l=juliananajanela.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://juliananajanela.blogspot.com/2008/12/curiosidades-lingsticas-ii.html</link><author>ju.vitorino@gmail.com (Juliana Vitorino)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-4299602958706596838.post-6355699079076783829</guid><pubDate>Tue, 02 Dec 2008 19:09:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-12-02T11:31:23.328-08:00</atom:updated><title>Poema de Amor (Roque Dalton)</title><description>&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Este foi o segundo poema do Roque Dalton que me caiu nas mãos, mas, sem dúvidas, o primeiro em importância. Para salvadorenhos fora de El Salvador é quase um hino. Todavia, por conta da linguagem um tanto vulgar e do tom forte das críticas de Dalton, muitos salvadorenhos sentem que o poema de amor é, na verdade, um insulto ao povo salvadorenho. Desde o meu ponto de vista, o poema é sim, à maneira do Dalton, uma ode ao seu povo, que não é irretocável, mas ao fim, são como ele mesmo diz no poema, seus compatriotas e seus irmãos, que estão agora, com suas almas imortalizadas neste poema tão controverso, mas não menos (re)conhecido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Los que ampliaron el Canal de Panamá&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:arial;" &gt;(y fueron clasificados como "silver roll" y no como "golden roll"),&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;los que repararon la flota del Pacífico en las bases de California,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;los que se pudrieron en las cárceles de Guatemala, México, Honduras, Nicaragua por ladrones, por contrabandistas, por estafadores, por hambrientos&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;los siempre sospechosos de todo&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;("me permito remitirle al interfecto por esquinero sospecho, con el agravante de ser salvadoreño"),&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;los que llenaron los bares y los burdeles de todos los puertos y las capitales de la zona&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;("La gruta azul", "El Calzoncito", "Happyland"),&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;los sembradores de maíz en plena selva extranjera,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;los reyes de la página roja,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;los que nunca saben nadie de dónde son,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;los mejores artesanos del mundo,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;los que fueron cosidos a balazos al cruzar la frontera,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;los que murieron de paludismoo de las picadas del escorpión o la barba amarilla en el infierno de las bananeras,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;los que lloraran borrachos por el himno nacional bajo el ciclón del Pacífico o la nieve del norte,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;los arrimados, los mendigos, los marihuaneros,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;los guanacos hijos de la gran puta,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;los que apenitas pudieron regresar,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;los que tuvieron un poco más de suerte,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;los eternos indocumentados,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;los hacelotodo, los vendelotodo, los comelotodo,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;los primeros en sacar el cuchillo,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;los tristes más tristes del mundo,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;mis compatriotas,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;mis hermanos.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4299602958706596838-6355699079076783829?l=juliananajanela.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://juliananajanela.blogspot.com/2008/12/poema-de-amor-roque-dalton.html</link><author>ju.vitorino@gmail.com (Juliana Vitorino)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-4299602958706596838.post-6513872503800378540</guid><pubDate>Sun, 23 Nov 2008 05:54:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-11-22T22:02:17.803-08:00</atom:updated><title>Oscar Arnulfo Romero, Monseñor.</title><description>&lt;div align="justify"&gt;Monseñor Oscar Arnulfo Romero tornou-se um reconhecido crtítico da violência e da injustiça social em El Salvador. Suas mensagens, que irritavam profundamente aos círculos da direita e dos militares salvadorenhos, incluíam informações de atos de violações dos direitos humanos, denúncias coletadas pelo escritório do Socorro Jurídico do Arcebispado. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Contra ele, muitas vezes, jornais favoráveis ao governo escreviam notas hostis e pouco respeitosas: “será conveniente que as Forças Armadas comecem a lubrificar seus fuzis”. A resposta de Romero às provocações era dada em suas pregações: “nem a Junta de Governo, nem os democratas-cristãos governam o país. O poder político está nas mãos da Força Armada. Eles usam seu poder inescrupulosamente. Sabem apenas como reprimir o povo e defender os interesses da oligarquia salvadorenha”. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Em fevereiro de 1980 começaram as ameaças ao Arcebispo. Dois dias antes de sua morte, as religiosas que trabalhavam no Hospital da Divina Providência receberam chamadas telefônicas anônimas que os ameaçava de morte. Em virtude disso, Monseñor Romero impediu que seus colaboradores lhe acompanhassem em suas saídas.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Em sua pregação de domingo, 23 de março de 1980, véspera de seu assassinato, o Arcebispo fez uma exortação aos próprios soldados salvadorenhos:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt; “Quero fazer um chamado de maneira especial aos homens do exército, especificamente, às bases da Guarda Nacional, da polícia e dos quartéis: irmãos, vocês são parte deste povo e matam aos seus próprios irmãos camponeses! E ante uma ordem de matar que dê um homem, deve prevalecer a lei de Deus, que diz: não matarás! Nenhum soldado está obrigado a obedecer a uma ordem contra a lei de Deus. Uma lei imoral ninguém tem que cumprir. Já é tempo de que recuperem suas consciências e que obedeçam, antes, suas consciências do que a ordem do pecado. A igreja, defensora da lei de Deus, da dignidade humana, da pessoa, não pode ficar calada ante tanta abominação. Queremos que o governo entenda que as reformas de nada servem se estão tingidas com tanto sangue. Em nome de Deus e em nome desse sofrido povo, cujo lamento sobe ao céu cada vez mais tumultuoso, lhes suplico, lhes rogo, lhes ordeno: cessem a repressão!”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No dia seguinte, 24 de março, Romero foi assassinado enquanto oficiava uma missa na capela do Hospital da Divina Providência. De acordo com o informe da Comisión de la Verdad, o Major Roberto D’Aubuisson deu a ordem de assassinar ao arcebispo e deu instruções precisas a membros de sua segurança, que atuavam como esquadrão da morte (segundo o próprio informe) de organizar e supervisionar a execução do assassinato.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Conhece-se também a identidade dos que executaram as ordens do Major D’Aubuisson: Álvaro Saravia, Eduardo Avila, Fernando Sagera e Mario Molina. Mas, a investigação do caso, diz o informe “resultou ademais de ineficaz, muito controvertida e repleta de motivações políticas”.&lt;br /&gt;Em maio de 1980 foram capturadas na Chácara San Luis, em Santa Tecla, 24 pessoas entre militares e civis. No lugar encontraram o que se conhece por “Agenda Saravia”, em alusão a um dos presos, o Capitão Álvaro Rafael Saravia. Roberto D’Aubuisson também foi levado pela polícia nessa ocasião. Para o grupo essa foi a primeira acusação formal que receberam por conspiração para derrubar o governo por meio de um golpe de estado. Entre os documentos achados encontrou-se uma “relação de acusações feitas por informante sul-americano contra Monseñor Oscar Arnulfo Romero, Arcebispo de El Salvador”. Na agenda encontravam-se dados relevantes a respeito do assassinato do Arcebispo, ademais dos nomes de várias pessoas que, comprovadamente, participaram do encobrimento do assassinato.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Um terceiro documento (que comprovaria a ligação dos presos com os esquadrões da morte) é o entitulado “quadro geral da organização da luta anti-marxista em El Salvador”. O documento traçava como meta tomar o poder em El Salvador e contava com um plano de atividades que se desenvolveria com a finalidade de atingir tal meta, entre as quais estão: “atividades de redes de combate” e “atentados individuais”.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Nenhum dos documentos apreendidos na chácara San Luis foi colocada à disposição do juizado que cuidou do caso. O Major D’Aubuisson nunca foi sentenciado, assim como seus “companheiros” de esquadrão. Anos depois, foram colocadas à disposição da justiça cópias da agenda, mas os originais nunca foram entregues. O Major Roberto D’Aubuisson morreu em 20 de fevereiro de 1992, vítima de câncer, sem nunca ter respondido por nenhuma das mortes perpetradas pelos esquadrões da morte, criados por ele, e que aterrorizaram El Salvador durante a guerra civil dos anos 80.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4299602958706596838-6513872503800378540?l=juliananajanela.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://juliananajanela.blogspot.com/2008/11/oscar-arnulfo-romero-monseor.html</link><author>ju.vitorino@gmail.com (Juliana Vitorino)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>2</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-4299602958706596838.post-4242742838105284244</guid><pubDate>Thu, 13 Nov 2008 15:10:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-11-13T09:15:38.836-08:00</atom:updated><title></title><description>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_SxkMNtunxfE/SRxgJKC-ILI/AAAAAAAABpA/DEoE_qZa1bg/s1600-h/Revenge_for_El_Mozote.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5268191374548541618" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 215px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_SxkMNtunxfE/SRxgJKC-ILI/AAAAAAAABpA/DEoE_qZa1bg/s320/Revenge_for_El_Mozote.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;O terceiro e último post sobre El Mozote, deveria ser sobre o massacre ocorrido em dezembro de 1981 nesse pequeno povoado de Morazán, oriente de El Salvador, fronteira com Honduras. Mas, lendo o livro "Las mil y una historias de Radio Venceremos", encontrei um relato de um dos locutores da rádio sobre o ocorrido lá. Achei que seria de maior relevância um testemunho ocular. Vou me ater apenas a incluir links ao longo do texto, mas aí abaixo segue o testemunho traduzido. Vale muito a pena ler "A maldição de Marcos Diaz", no blog &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.deiticos.blogspot.com/"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Deiticos&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Quando soubemos do massacre, saímos de imediaro para comprová-la e gravar uma extensa reportagem para a &lt;/em&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=BYwuW1z4ZoA"&gt;&lt;em&gt;Venceremos.&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt; A medida que nos aproximávamos de El Mozote, se sentia aquele cheiro penetrante dos cadáveres. A praça do povoado estava deserta, só se via pedaços de ropa ensangrentadas e alguns brinquedos abandonados. Por todas as partes as cápsulas dos fuzis norteamericanos M-16.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Na capela de Santa Catarina, tudo estava em ruínas, os bancos virados, os santos pelo chão, os muros perfurados de balas. A sacristía era uma monte de cadáveres apodrecendo, meio cobertos com as paredes do recinto.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Em El Mozote chegaram durante a noite. Como ladrões. À frente da tropa vinha o Coronel Domingos Monterrosa. Ele mesmo, em pessoa, ordenou à poppulação que se reunisse na capela, pois queria com eles falar. Monterrosa lhes prometeu que seriam evacuados pela Cruz Vermelha enquanto durasse o operativo contra os guerrilheiros. Em vez disso, o que fizeram foi dividí-los em grupos, homens pra un lado, mlheres para outro. As jovens foram levadas pelos oficiais para o monte La Cruz. Lá as mantiveram toda a noite, as estupraram e durante a madrugada, as mataram. Depois voltaram à capela, colocaram metralhadoras M-60 na entrada e metralharam a todos que estavam dentro. Enlouqueceram-se com o sangue. Começaram a perseguir a balas aos vizinhos, como se fosse uma caça. Com as crianças se exibiram mais. En El Mozote havia a tradição de fazer pão, então, os soldados pegavam as crianças, as colocavam nos fornos de pão e obrigavam as mães a atiçar o fogo. Não se acreditaria nessas coisas se não houvesse fotos e testemunhos.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Mas, não se conformaram com El Mozote. Dali foram para La Joya, para Los Toriles, Ranchería, La Chumpa... em todos os povoados da zona repetiram a mesma barbárie. Se contaram exatamente 1009 vítimas reconhecidas, com nome e sobrenome, em sua maioria, velhos e crianças.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Pela rádio começamos uma batalha informativa para denunciar o genocídio diante do país e do mundo. &lt;/em&gt;&lt;a href="http://www.voanews.com/"&gt;&lt;em&gt;A Voz dos Estados Unidos &lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;não disse nada sobre o crime. O presidente Duarte apareceu sorridente na TV desmintindo o massacre e disse que tudo era um truque da Radio Venceremos para desprestigiar seu governo, que sempre demonstrara respeito aos Direitos Humanos. E mais respeituoso naqueles dias, quando o congresso norteamericano estava discutindo e aprovando a nova ajuda militar para El Salvador,&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Lamentavelmente, não se tratava de nenhum exagero, nem de um desaforo dos soldados. Tudo tinha sido bem premeditado e assessorado pelos gringos. Eram as primeiras experiências de tática contra-insurgente, que consiste em aniquilar a base social da guerrilha. Tirar a água do peixe, como dizem eles.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;E o que mais cólera me dá é que pela Venceremos eu mesmo havia avisado aos vizinhos, duas noites antes, que viria um grande operativo. Que deixassem o lugar conosco. Mas em EL Mozote havia muitos evangélicos, eram muito providencialistas e não compreenderam que não bastava rezar.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;No dia seguinte à minha reportagem, em 31 de dezembro, fim de ano, chegou Rogelio para fazer uma missa em nosso acampamento guerrilheiro, encomendando a Deus as vidas daqueles mil campesinos que tinham sido sacrificados absurdamente por Monterrosa, por Duarte y Reagan.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;(...)&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Depois fui a El Mozote. Como os cadáveres não tinham sido bem enterrados, continuava o cheiro forte da descomposição. Tivemos que voltar a levantar os escombros da igreja, onde tinham sido enterrados precipitadamente, e fazer uma vala grande para evitar epidemias. Quando nos retiramos, vimos os letreiros pintados pelo Exército: "Aqui esteve o Batalhão Atlacatl, os anjinhos do inferno".&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4299602958706596838-4242742838105284244?l=juliananajanela.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://juliananajanela.blogspot.com/2008/11/o-terceiro-e-ltimo-post-sobre-el-mozote.html</link><author>ju.vitorino@gmail.com (Juliana Vitorino)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_SxkMNtunxfE/SRxgJKC-ILI/AAAAAAAABpA/DEoE_qZa1bg/s72-c/Revenge_for_El_Mozote.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-4299602958706596838.post-2638891681154446377</guid><pubDate>Fri, 03 Oct 2008 21:45:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-11-26T19:09:36.161-08:00</atom:updated><title>O Batalhao Atlacatl da Forca Armada Salvadorenha: "los angelitos del infierno".</title><description>&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="LINE-HEIGHT: 150%;font-family:Arial;" &gt;O Atlacatl era o melhor batalhao do exército salvadorenho. Estava especialmente desenhado para aniquilar as forcas armadas esquerdistas. Seus homens eram os mais bem preparados e ja nao eram categorizados como simples soldados. O fato de que foram treinados com toda ajuda possível dos Estados Unidos era um propaganda que os acompanhava sempre e ilustrava as matérias dos jornais salvadorenhos, todavia nao foi o unico batalhao a receber as benesses estadunidenses, mas nenhum deles chegou a ter o mesmo prestígio que o Atlacatl e também nao contavam com um coronel como Domingo Monterrosa, tido como o mais brilhante militar salvadorenho que pode existir e, tambem, um dos mais crueis.&lt;?xml:namespace prefix = o /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="LINE-HEIGHT: 150%;font-family:Arial;" &gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;O Atlacatl era um dos Batalhoes de Reacao Imediata (BIRI) do Exercito Salvadorenho, que se envolveram na guerra ainda no comeco dos anos &lt;?xml:namespace prefix = st1 /&gt;&lt;st1:metricconverter st="on" productid="1980. A"&gt;1980. A&lt;/st1:metricconverter&gt; mando de Domingo Monterrosa, iniciou suas operacoes tornando-se horrivelmente famosos com a realizacao, em dezembro de 1981, de uma operacao militar no norte de Morazán, no caserío El Mozote. Alí, durante os 15 dias que durou o operativo, foram assassinados aproximandamente 1000 civis. O massacre nunca foi objeto de uma investigacao oficial.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="LINE-HEIGHT: 150%;font-family:Arial;" &gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Outros fatos de aberta violacao contra os direitos humanos da populacao civil rural de El Salvador ocorreram em 1984, quase a totalidade delas atribuídas ao Batalhao Atlacatl. Neste ano iniciaram um operativo militar em 3 municipios de Cabañas. No transcurso as tropas massacraram 68 membros de comunidades cristas da zona, entre eles 27 criancas menores de 14 anos, 11 anciaos e varias mulheres, algumas delas grávidas. Os soldados queimaram varios cadáveres e queimaram cultivos de milho.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="LINE-HEIGHT: 150%;font-family:Arial;" &gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Ainda em 1984, no norte do estado de Chalatenango, cerca de 400 campesinos foram cercados por efetivos do Batalhao Atlacatl nas imediacoes do Rio Sumpul, onde foram alvejados. A maior parte dos campesinos morreu pelas feridas de bala ou afogadas em uma desesperada tentativa de salvar-se, cruzando a nado o rio.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="LINE-HEIGHT: 150%;font-family:Arial;" &gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Em 1989, um comando formado por membros do Batalhao Atlacatl invadiu uma das residencias dos sacerdotes jesuítas da Universidad Centroamericana José Simeón Cañas de San Salvador e assassinou 6 sacerdotes e 1 funcionaria e sua filha de 15 anos. Sobre isso eu ja escrevi aqui. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="LINE-HEIGHT: 150%;font-family:Arial;" &gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="LINE-HEIGHT: 150%;font-family:Arial;" &gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Com os acordos de paz que colocaram fim a guerra civil salvadorenha, o batalhao Atlacatl deixou de existir. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="LINE-HEIGHT: 150%;font-family:Arial;" &gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Abaixo, traducao de uma matéria do jornal El País, de 09 de dezembro de 1992, que informava sobre a dissolucao do batalhao mais temido das Forcas Armadas de El Salvador. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="LINE-HEIGHT: 150%;font-family:Arial;" &gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="LINE-HEIGHT: 150%;font-family:Arial;" &gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;O Exército de El Salvador acaba com um batalha acusado de varias matancas. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;b&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="LINE-HEIGHT: 150%;font-family:Arial;" &gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="LINE-HEIGHT: 150%;font-family:Arial;" &gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;O Exercito de El Salvador tinha previsto ontem (08/12/1992), dar baixa a mais temida de suas unidades contra-insurgentes: o Batalhao Atlacatl, responsavel de matancas e crimes contra a populacao civil durante a guerra de12 anos que padeceu o país centroamericano. Ao Atlacatl é atribuído os massacres do Rio Sumpul e El Mozote, com milhares de mortos, e o assassinato de 6 jesuítas (cinco deles espanhois) da Universidade Centroamericana, uma acao que comovou a opiniao pública mundial. A decisao, exigida nos acordos de Paz, foi anunciada oficialmente na noite da última segunda-feira. Foi um alívio depois de 3 dias de expectativas e temor ante a reacao que pudesse ter o exército, com dúvidas até o último momento sobre a efetividade desta medida e incomodados pela perda progressiva de influencia sobre a política nacional quesde que se assinaram os acordos de paz.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="LINE-HEIGHT: 150%"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="LINE-HEIGHT: 150%;font-family:Arial;" &gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;A dissolucao deste batalhao nao so representa o fim de uma unidade criada com o propósito de exterminar a guerrilha esquerdista da FMLN, como tambem o enterro do maior símbolo de terror criado durante a sangrenta guerra civil.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="LINE-HEIGHT: 150%"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="LINE-HEIGHT: 150%;font-family:Arial;" &gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;O batalhao Atlacatl foi formado em 1981 por instrutores norteamericanos como unidade suicida e, sem embargo, contava com uma companhía integrada exclusivamente por sua tropa fundadora.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4299602958706596838-2638891681154446377?l=juliananajanela.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://juliananajanela.blogspot.com/2008/10/o-batalhao-atlacatl-da-forca-armada.html</link><author>ju.vitorino@gmail.com (Juliana Vitorino)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-4299602958706596838.post-1753305617048813595</guid><pubDate>Tue, 02 Sep 2008 00:14:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-11-26T19:22:26.660-08:00</atom:updated><title>El Mozote, Morazan, El Salvador.</title><description>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_SxkMNtunxfE/SLyJ-5CHGaI/AAAAAAAAAec/UtThfGGD0JE/s1600-h/022.JPG"&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;No mes de julho fui com mais tres pessoas ate o oriente de El Salvador. Queriamos chegar a Perquin, Morazan, cidade conhecida por ter sido uma especie de quartel general da guerrilha salvadorenha e, por isso mesmo, palco de cruentas batalhas da guerra civil salvadorenha, ocorrida entre 1980 e 1992. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;Perquin e uma das cidades da chamada "Rota da Paz", nomenclatura dada pelo Ministerio do Turismo a seis cidades do oriente (Corinto, Arambala, Villa El Rosario, Joateca, Cacaopera e Perquin), fieis testemunhas dos tempos de guerra e que hoje sao um "paraiso natural". Perquin, na verdade, eu nem chamaria de cidade. E um povoado rodeado de plantacoes de cafe e pinho, lugar de uma gente tranquila, porem, constante. Quase todas as casas do povoado tem uma historia em comum: sentiram a guerra levar a morte algum parente, por ligacao com a guerrilha ou pela crueldade da Forca Armada salvadorenha que, principalmente no oriente do pais, matou inumeros inocentes.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;Desde que cheguei à El Salvador queria ir a Perquin. Queria ir ao Museu da Revolucao, queria ver o rosto daquelas pessoas, pisar naquelas ruas, tentar imaginar o ocorrido ali. Hoje, depois de ter ido ate la e lido um pouco mais sobre o lugar, o unico que consigo e identificar os lugares onde passei, mas imaginar que a guerra ja passou por aquelas ruazinhas estreitas e cheias de casas humildes? Nao consigo. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;Todavia, o mais impactante e angustiante foi ir a Arambala para conhecer o Caserio El Mozote. A unica coisa que eu sabia sobre esse lugar era que ali havia ocorrido um massacre. Mas nao sabia de que magnitude e nem imaginava com que crueldade. Acho que foi melhor assim, do contrario, eu nao teria aguentado muito bem as poucas horas que ficamos la. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;Chegar em El Mozote e muito estranho. As arvores de pinho desaparecem e dao lugar a vegetacao espinhosa de maguey e a um imenso pedregal. Um silencio profundo toma conta do ambiente e entras em uma rua, a unica do caserio, quase deserta, com poucas casas. A verdade é que o silencio dali me incomodou. O ar e pesado, a paisagem e opressora. Todo o tempo sentia que havia algo que me deixava intranquila.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;Em frente ao "Monumento El Mozote Nunca Más", encontramos uma guia turística da comunidade que nos contou a historia do caserío. A historia de um povo que foi reduzido a ruinas, po e cinzas. A historia de um povo cujo erro foi estar situado em Morazan e encontrar-se "no meio do caminho que a Forca Armada salvadorenha tinha tracado em sua cruzada anticomunista".&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;Bastaram 20 minutos de conversa para entender o meu desconforto. Neste momento nao consigo acreditar que pisei naquele chao que um dia foi regado com sangue de gente totalmente inocente, onde cerca de 1000 pessoas foram massacradas pela Forca Armada. Agora, conhecendo um pouco mais da historia, acho que o que senti nao foi desconforto, mas sim o sofrimento de um povo oprimido que, ainda hoje, precisa de justica.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:78%;"&gt;*esse post vai continuar. planejo mais dois, pelo menos. o segundo sera sobre o batalhao atlacatl, responsavel pelo massacre. e o terceiro tentara contar o que/como foi o massacre de El Mozote.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4299602958706596838-1753305617048813595?l=juliananajanela.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://juliananajanela.blogspot.com/2008/09/el-mozote-morazan-el-salvador.html</link><author>ju.vitorino@gmail.com (Juliana Vitorino)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-4299602958706596838.post-7127454735032217955</guid><pubDate>Thu, 21 Aug 2008 19:56:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-08-21T13:22:03.800-07:00</atom:updated><title>El Salvador: cuatro años de un gobierno con sentido humano!</title><description>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_SxkMNtunxfE/SK3Lf8mvoXI/AAAAAAAAAdI/MCd_iHShcng/s1600-h/lula+1.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://2.bp.blogspot.com/_SxkMNtunxfE/SK3Lf8mvoXI/AAAAAAAAAdI/MCd_iHShcng/s320/lula+1.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5237065691406770546" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:Times New Roman;font-size:100%;"  &gt;Às vezes, El Salvador é um país que me assuta... Abaixo, traducao de uma declaracao do grande presidente Tony Saca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Times New Roman;font-size:130%;"  &gt;"Quero  dizer que estamos fazendo uma revisao final de uma nova  Lei de  Migracao. Nisso ja estamos trabalhando ha muito tempo. A pesar de as nossas leis garantirem a liberdade de culto, estamos enfrentando a grupos  que, inclusive, podem chegar a ser perigosos, a grupos que podem ser  radicais extremistas e perigosos. Precisamente, regularemos a presenca  &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;deste tipo de estrangeiros &lt;/span&gt;que praticam tradicoes e costumes totalmente  diferentes a nossas tradicoes cristas. A [Direcao] de Migracao  esta revisando a situacao desses estrangeiros. Entendo que alguns ja  sairam do país e vamos ordenar que nao possam mais ingressar a El Salvador &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;esse tipo de gente &lt;/span&gt;que vem instigar, que praticamente vem instaurar uma  serie de crencas estranhas, anti-cristas e que sao rechacadas, que sao  condenadas por todos que somos verdadeiramente cristaos. Estamos revisando  isso, especialmente os estrangeiros, entendo que alguns ja sairam e  se nao, a [direcao] de migracao vai tira-los do país". &lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:trebuchet ms;font-size:100%;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span style=";font-family:Times New Roman;font-size:100%;"  &gt;Disponivel em: &lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:trebuchet ms;font-size:100%;"  &gt;&lt;a href="http://www.casapres.gob.sv/presidente/declaraciones/2007/03/dec2301.html" target="_blank"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;&lt;u&gt;http://www.casapres.gob.sv/&lt;wbr&gt;presidente/declaraciones/2007/&lt;wbr&gt;03/dec2301.html&lt;/u&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style=";font-family:trebuchet ms;font-size:100%;"  &gt;&lt;br /&gt;Lendo declaracoes como essa, nao estranho toda a "funcao" que foi ate me darem um cartao de residente temporal com validade de 3 meses (!). Qualquer dia destes faco um post decente sobre o meu caso, o humor instavel do departamento de migracao de El Salvador e a incompetencia cavalar da Embaixada brasileira aqui.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4299602958706596838-7127454735032217955?l=juliananajanela.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://juliananajanela.blogspot.com/2008/08/s-vezes-el-salvador-um-pas-que-me.html</link><author>ju.vitorino@gmail.com (Juliana Vitorino)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_SxkMNtunxfE/SK3Lf8mvoXI/AAAAAAAAAdI/MCd_iHShcng/s72-c/lula+1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>3</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-4299602958706596838.post-6834880989876322977</guid><pubDate>Sat, 16 Aug 2008 21:53:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-08-16T15:12:18.323-07:00</atom:updated><title>Curiosidades linguisticas...</title><description>El salvadoreño no hizo las cosas hace un rato, las hizo "DENDIOY"&lt;br /&gt;El salvadoreño no se toma una cerveza de un solo trago, se la toma "DIUN SOLO"&lt;br /&gt;En El Salvador no te llevan esposado, te llevan "ENCHUCHADO"&lt;br /&gt;En El Salvador la policia no acepta sobornos, se les da MORDIDA&lt;br /&gt;En El Salvador los niños no se enferman del estomago, se EMPACHAN o les da CHURRIA&lt;br /&gt;El Salvadoreño no se golpea en la cabeza, se hace un CHINDONDO&lt;br /&gt;En El Salvador no hay borrachos, hay CHICHIPATES&lt;br /&gt;En El Salvador no hay cortes de energia, SE VA LA LUZ&lt;br /&gt;El salvadoreño no se acorbada, SE AGÜEVA&lt;br /&gt;El salvadoreño no entrena, LE METEN UN GRAN CHICHARRON&lt;br /&gt;El salvadoreño no se desnuda, se CHULONEYA&lt;br /&gt;El salvadoreño no hace examenes de reposicion, VA A LAS OLIMPIADAS&lt;br /&gt;El salvadoreño no toma cerveza, SE HECHA LAS BIRRIAS&lt;br /&gt;En El Salvador no hay gente blanca, hay CHELES&lt;br /&gt;El Salvadoreño no es ensucia, se ENCHUCA&lt;br /&gt;El salvadoreño no molesta, CHINGA O JODE&lt;br /&gt;En El Salvador las casas no estan llenas de cosas, estan llenas de CHUNCHES o de TILICHES &lt;br /&gt;El salvadoreño no come arroz con frijoles, come CASAMIENTO&lt;br /&gt;El salvadoreño cuando sale no la pasa bien, la PASA BIEN CHIVO&lt;br /&gt;El salvadoreño no se siente mareado, se siente TODO ZURUMBO&lt;br /&gt;Al salvadoreño no le va mal, SE LO LLEVAS PUTAS&lt;br /&gt;El salvadoreño no te dice "hola, como estas", te dice: HEY, QUE ONDAS&lt;br /&gt;El salvadoreño no usa sandalias, usa CHANCLETAS&lt;br /&gt;Es salvadoreño no es penoso, es BAYUNCO&lt;br /&gt;El salvadoreño no llora, CHILLA&lt;br /&gt;El salvadoreño no es enamora, se ENCULA&lt;br /&gt;El salvadoreño no tiene dinero, tiene PISTO&lt;br /&gt;El salvadoreño no toma, solo CHUPA&lt;br /&gt;El salvadoreño no sale de paseo, sale a VAGAR&lt;br /&gt;El salvadoreño no se pasa, SE PELA&lt;br /&gt;El salvadoreño no es perezoso, es HUEVON&lt;br /&gt;El salvadoreño no se quivoca, pero LA CAGA&lt;br /&gt;El salvadoreño no se relaja, LA AGARRA AL SUAVE.&lt;br /&gt;El salvadoreño no te dice malas palabras, TE PUTEYA&lt;br /&gt;El salvadoreño no es bonito, es CHULO o HIJUESU.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ja dizia Caetano, "quando eu cheguei aqui eu nada entendi..."&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4299602958706596838-6834880989876322977?l=juliananajanela.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://juliananajanela.blogspot.com/2008/08/curiosidades-linguisticas.html</link><author>ju.vitorino@gmail.com (Juliana Vitorino)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-4299602958706596838.post-7615423590730284012</guid><pubDate>Sat, 16 Aug 2008 21:28:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-08-16T14:42:40.153-07:00</atom:updated><title></title><description>Ok. Nao e justo que a historia fique sem final. Mas to sem paciencia, o outro post tinha ficado muito melhor que o primeiro, que nem passou por revisao...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, 3 dias depois os cinco jesuitas foram executados pelo Batalhao Atlacatl da Forca Armada Salvadorenha. So a titulo de informacao, esse batalhao e bem conhecido por suas acoes extremamente crueis, foram eles os responsaveis, por exemplo, do Massacre de El Mozote.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os 6 jesuitas foram executados no jardim da casa deles, que fica no interior do Centro Monseñor Romero, dentro da UCA. Hoje, no exato lugar onde os corpos foram encontrados, ha um jardim de rosas, semeadas em homenagem aos &lt;em&gt;mártires da UCA&lt;/em&gt;. No mesmo dia assassinaram tambem duas mulheres, mae e filha, que cuidavam da casa: elas tinham cometido o erro de ver a cara dos soldados. Uma mala com os 5 mil dolares do premio que Inacio Ellacuría tinha ganho dias antes na Espanha foi roubada e nunca foi encontrada. O crime nunca foi resolvido, embora todos saibam quem sao os culpados, eles nunca foram condenados oficialmente.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4299602958706596838-7615423590730284012?l=juliananajanela.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://juliananajanela.blogspot.com/2008/08/ok.html</link><author>ju.vitorino@gmail.com (Juliana Vitorino)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-4299602958706596838.post-7057145100178401442</guid><pubDate>Tue, 12 Aug 2008 19:20:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-08-12T12:24:30.936-07:00</atom:updated><title>Consideracoes sobre a nova foto do blog - Parte II</title><description>É uma lástima.&lt;br /&gt;Tinha escrito a segunda parte do post. Um post enorme. Nunca fiz isso, mas hoje resolvi fazer. Escrevi direto no editor de texto do blogger. E Murphy me deu uma rasteira.&lt;br /&gt;Aperto o botaozinho "publicar entrada" e, o que me acontece? Apagou tudo!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4299602958706596838-7057145100178401442?l=juliananajanela.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://juliananajanela.blogspot.com/2008/08/consideracoes-sobre-nova-foto-do-blog_12.html</link><author>ju.vitorino@gmail.com (Juliana Vitorino)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-4299602958706596838.post-3817469546168926699</guid><pubDate>Sat, 09 Aug 2008 21:38:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-08-09T14:52:18.009-07:00</atom:updated><title>Consideracoes sobre a nova foto do blog...</title><description>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_SxkMNtunxfE/SJ4Rgy08bUI/AAAAAAAAAcE/Ya1qFaOX2AQ/s1600-h/jardin.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5232639072148417858" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_SxkMNtunxfE/SJ4Rgy08bUI/AAAAAAAAAcE/Ya1qFaOX2AQ/s200/jardin.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_SxkMNtunxfE/SJ4RQLRALvI/AAAAAAAAAb8/w-5-59bvNsQ/s1600-h/jardin.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;O texto a seguir vai ser postado em 2 partes. Tenham paciencia, logo entenderao o que é a foto. Enquanto isso, um pouquinho de um dos episodios da guerra civil salvadoreña.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trata-se de uma foto do Jardin de Rosas, contiguo ao Centro Monseñor Romero, na Universidad Centroamericana José Simeón Cañas (UCA), onde estudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 16 de novembro de 89, Ignacio Ellacuría (reitor da universidade), Ignacio Martín-Baró (vice-reitor academico), Segundo Montes (diretor do Instituto de Directos Humanos da UCA), Juan Ramón Moreno (diretor da biblioteca de teologia da UCA), Amado López (profesor de filosofia) y Joaquín López y López, todos jesuitas espanhóis, foram assassinados por um pelotao do Batalhao Atlacatl da Forca Armada de El Salvador. Por terem presenciado a execucao, Elba e Celina Ramos, mae e filha que cuidavam da casa dos Jesuitas, tambem foram assassinadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seguindo a tradicao progressista da Universidade, todos os padres eram “partidarios” da teologia da libertacao, corrente teologica que ganhou grande forca na America Latina nos anos 70, que buscava entender e ensinar aos cristaos a entender como poderia a fe nao ser alienante, senao libertadora. Ignacio Ellacuria era um dos expoentes dessa corrente catolica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 11 de novembro de 89, a Farabundo Marti de Libertacao Nacional comecou o que seria a maior ofensiva urbana da guerra civil salvadoreña. Atacaram diversos pontos da capital de El Salvador, San Salvador. &lt;span style="color:#cc33cc;"&gt;“Ate entao, quem queria viver um pouco mais de tranquilidade – ainda que os militares nao deixassem nunca de &lt;em&gt;joder&lt;/em&gt; o povo – tinha que vir para zona central ou ocidental do pais. Era o tempo em que eu ainda podia caminhar nas ruas do Centro a noite, sem medo das maras. Mas, isso ate que a FMLN atacou com forca San Salvador em 89. Depois desse dia, ninguem sabia mais o que estava acontecendo” (Nicia Alvarenga, 43).&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Naquele 11 de novembro, a guerrilla atacou simultáneamente varios pontos da capital, sendo os combates mais demorados perto da Universodade Nacional e ao longo da Autopista Sur, onde estao o Estadio Cuscatlan e algunas colonias militares que estao justamente em frente a UCA (vulgo “justamente onde eu moro”).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante as primeiras horas da ofensiva, emisoras de radio cubriam os combates por toda a cidade. Jornalistas e moradores dos lugares de combate telefonavam ao vivo para informar a gravidade dos ataques ou apenas para mandar noticias a seus familiares. Horas depois, todas as radios receberam ordens de cortar as informacoes e conectar-se a Radio Cuscatlan, a radio da Forca Armada salvadoreña. O conteudo das ligacoes mudaram radicalmente e comecaram a ir ao ar mensagens de odio, denuncias falsas e ataques contra sindicatos, igrejas (sobretudo as progresistas. E a de San Salvador era uma delas) e ONGs, todos acusados de serem fachadas da guerrilla. Em pouco tempo, comecaram a pedir acoes energicas contra esses grupos e, inclusive, contra pessoas. O reitor da UCA, Ignacio Ellacuria era um dos nomes mais falados: &lt;span style="color:#cc33cc;"&gt;“Ellacuria es un guerrillero. ¡que le corten la cabeza!”&lt;/span&gt; As forcas conservadoras do país consideravam que Ellacuria tinha envenenado as mentes da juventude salvadoreña com seus encinos na UCA e no Externato San Jose.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No dia 12 de novembro, depois de receberem a noticia que um grupo de guerrilheiros havia entrado na UCA, um grupo de militares deslocou-se ate a universidade para “averiguar” o que de fato havia acontecido. &lt;span style="color:#993399;"&gt;&lt;em&gt;"Desde ese momento, un grupo de militares se ubicó a la entrada de las instalaciones universitarias, registrando a todo el que entrara o saliera y, desde el lunes, impidiendo la entrada o salida de toda persona" (Martin-Baró, vice-reitor academico da UCA).&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dada a sua proximidade das principais instalacoes militares da capital, a Colonia Jardines de Guadalupe, onde se situa a UCA, passou a ser ocupada por soldados desde entao. Segundo as forcas militares, desde o incidente da entrada de guerrilheiros na UCA, eles comecaram a receber chamadas telefonicas anonimas que asseguravam que na Universidade havia transito frequente de guerrilheiros e ali eles escondiam armamento. Em geral, armas abandonadas nao eram nenhum risco, admitem os proprios militares, ja que quando fugiam, os guerrilheiros preferiam deixar os equipamentos. Todavía, insistiram em ligar as armas com os jesuitas e identifica-los como simpatizantes ou mesmo potenciais combatentes da FMLN.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ignacio Ellacuria nao estava em El Salvador quando comecou a ofensiva urbana da FMLN. Estava na Espanha, onde recebeu um premio em nome da UCA e tambem para participar de uma serie de reunioes. Ainda na Espanha tinha recebido um fax do presidente de El Salvador, que lhe informava sobre os ultimos acontecimentos do pais e sobre um atentado contra a sede da federacao de sindicatos FENASTRAS, que havia gerado grande indignacao no pais. O presidente lhe convidou para conformar um grupo de trabalho para investigar o atentado. Ellacuria tambem era conhecido como ferrenho defensor dos direitos humanos e da justica. Respondeu ao presidente que voltaria ao pais, se colocaria a par da situacao, procuraria entender o que havia ocorrido nos dias em que esteve fora para a partir dai avaliar sua participacao neste grupo de trabalho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#993399;"&gt;"Nunca. No tengo miedo. No es un sentimiento que normalmente me invada. ¡Sería tan irracional que me matasen! No he hecho nada malo." (Ignacio Ellacuria, dias antes de voltar a El Salvador em entrevista ao jornal Avui, de Barcelona).&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Em 13 de novembro, Ellacuria voltou ao pais. Ao chegar ao portao principal da UCA, os soldados que ali estavam lhe detiveram, ja que nao era possivel que ninguem entrasse ou saisse da Universidade. Quando souberam que se tratava do reitor da universidade, &lt;em&gt;&lt;span style="color:#993399;"&gt;"déjenlo entrar, que es el padre".&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4299602958706596838-3817469546168926699?l=juliananajanela.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://juliananajanela.blogspot.com/2008/08/consideracoes-sobre-nova-foto-do-blog.html</link><author>ju.vitorino@gmail.com (Juliana Vitorino)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_SxkMNtunxfE/SJ4Rgy08bUI/AAAAAAAAAcE/Ya1qFaOX2AQ/s72-c/jardin.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-4299602958706596838.post-9216483360121612705</guid><pubDate>Wed, 16 Jul 2008 22:13:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-07-16T15:59:42.316-07:00</atom:updated><title>Suco</title><description>&lt;div class="entry"&gt;Hoje eu queria escrever varias coisas. Comecei uns rabiscos sobre o que aqui chamamos de "la computadora de Raúl Reyes" e a suposta relacao de dirigentes da FMLN com as FARC.  E tinha tambem outros rabiscos mais pessoais sobre os meus primeiros dias aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, andando pelo site do &lt;a href="http://www.estuario.com.br"&gt;Samarone&lt;/a&gt;, li uma cronica que complementa o meu post anterior. Ele publicou as palavras de Aldemir Feliz, o Suco, 20 anos, pernambucano, morador de Brasilia Teimosa/Recife, que foi um de seus alunos da Oficina da Palavra, na escola Kabum!, que e parte de um projeto social promovido pela Oi em Recife. Suco era mais um recifense, morador de um bairro pobre, sem perspectivas e sem gosto pela leitura. No relato, ele conta como a Oficina mudou sua visao acerca da literatura e criou nele o amor pelos livros.      &lt;p&gt;Transcrevo aqui um pouquinho das palavras do Suco. Sintam:&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;“No início eu não gostava de ler. Quando via as prateleiras das bibliotecas, achava que elas não diziam nada para mim. Na verdade, eu queria um livro que gritasse para mim. Eles permaneciam calados”.&lt;/span&gt; &lt;p style="font-style: italic;"&gt;“É muito difícil um jovem brasileiro, negro, ter acesso a livros bons. (...) Não conseguia interpretar um texto, meus erros de ortografia eram em grande escala. A escola era broxante e a falta de conhecimentos era gritante. (...) Quando a situação apertava na escola, eu ia nas bibliotecas da cidade, mas fazer o quê? Eu buscava respostas sobre o que eu sentia aos 17 anos”.&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-style: italic;"&gt;“Certa vez eu li oito horas sem parar. Comecei por volta de uma da tarde. Estava lendo “O Homem e seu algoz”, também de Fausto Wolff. São contos duros e crus, e passei a tarde no quarto. De lá, saía apenas para o banheiro, onde também ficava lendo. Fui vencido pela fome, às dez da noite”.&lt;/p&gt; &lt;p style="font-style: italic;"&gt;“Me apaixonei pela poesia quando conheci Miro, poeta recifense. Ele recitou alguns poemas em pleno Carnaval, na mesa onde eu estava. Passei mal. Definitivamente, senti algo que não consigo explicar. Naquela mesa, estava nascendo alguém que não era eu.  Depois, passei a ler de verdade. Já tinha passado por Ferreira Gullar, Fausto Wolff, Josué de Castro, Eliane Brum, entre outros escritores modernos”&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;“A vida mudou e as coisas também. Eu estava sabendo usar a literatura como balança existencial. O que falta para o jovem ler é bons livros e mais bibliotecas. As pessoas ao meu redor passaram a tentar seguir meu exemplo, de ler por amor e paixão e repassar isso adiante. Amigos pegam livro comigo."&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="font-style: italic;"&gt;“Os livros traçaram meu destino. Eu cresci e não tinha nenhuma perspectiva. Quando me perguntavam - qual é a tua perspectiva de vida? -,  eu não sabia o que dizer. Os livros me deram esta possibilidade: quero ser escritor. Me esforço para isso. Estou começando a escrever contos. Tenho também seis cadernos cheios de poesia”.&lt;/p&gt;&lt;p style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O paragrafo sobre o poeta recifense Miro, que recitava versos em pleno carnaval em uma mesa de bar, acenderam as minhas saudades do Recife. E engracado como la qualquer um pode encontrar um poeta, um louco no meio de uma praca que recita versos. No fundo, o cliche "Recife, capital da cultura" que as vezes me irritava, hoje me faz falta... festival de musica no metro, festival de cinema, encontros percursivos, domingo na rua, ensaio de maracatu na praca do arsenal... nada demais, eu sei. Mas sao exatamente essas coisinhas, que eram quase parte do cenario recifense, tao comuns que fazem a gente esnobar, que me fazem falta... El Salvador e um pais muito duro. As ruas nao tem a mesma poesia. A paisagem, por mais verde que seja, segue sem cor pra mim. Ja nao encontro Raimundo Carrero em uma livraria, nao avisto Siba em alguma rua do centro da cidade, nem as alfaias tocam durante a caminhada.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4299602958706596838-9216483360121612705?l=juliananajanela.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://juliananajanela.blogspot.com/2008/07/suco.html</link><author>ju.vitorino@gmail.com (Juliana Vitorino)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>2</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-4299602958706596838.post-3459906639089050597</guid><pubDate>Tue, 15 Jul 2008 23:32:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-07-15T17:33:55.272-07:00</atom:updated><title>Los reyes de la página roja...</title><description>Ok, muita gente nao sabe nem que El Salvador existe. Quando eu dizia que viria pra ca, sempre escutava: "mas porque logo na Bahia?" E eu tinha que responder, tal qual um salvadorenho no exterior, "El Salvador, America Central".&lt;br /&gt;Nao to aqui pra avaliar o nivel de conhecimento das pessoas sobre o "pugarcito de america", eu mesma antes de vir aqui ano passado, so sabia o nome de país, a lingua e a moeda. A simpatia veio depois, bem devagar. E devagar tambem chegaram as minhas maos uns versos do Roque Dalton, poeta salvadorenho, assassinado em 1975 por seus companheiros, durante a guerra civil salvadorenha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ninguem precisa me conhecer muito para saber o quanto a literatura me encanta e como eu dedico tempo me encantando com ela. Todavia, cheguei aqui sem nunca ter lido um livro de literatura salvadorenha. E o mais curioso: as indicacoes de leitura faziam referencia sempre ao Roque Dalton. Quando muito, mencionavam Claudia Lars ou Salarrue. Isso comecou a me incomodar e o fato de nao encontrar livrarias e sebos me incomodava ainda mais e eu comecei a pensar que aquí inguem escreve e ninguem le.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era 20 de abril, abri o jornal e la estava a revista dominical da Prensa Gráfica com o tema "literatura ou escritura". Me chamou a atencao por motivos obvios. A materia comeca bem crua. De cara, uma citacao do livro "El Asco" de Horacio Castillo Moya: "ninguem que se interesse por literatura pode optar por um pais tao degenerado como El Salvador, um pais onde ninguem le literatura e onde os poucos que podem ler jamais leriam um livro de literatura (...)". Ok, assustei, mas sigamos... o problema nao esta so na leitura ou na falta dela...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 2007 foram publicados mais de 400 livros. Quer dizer, esses 400 e poucos foram registrados e receberam seu ISBN, estima-se que esse numera seja ainda maior. Houve tambem uma proliferacao de oficinas literarias e um incremento no numero de editoras. Lembrei dos meus companheiros de casa salvadorenhos, a Nicia e o Camilo: "salvadorenhos se creem escritores..."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A materia segue nessa linha. "publicar em El Salvador parece ser bastante facil. A cada ano, por merito ou por dinheiro, centenas de livros sao publicados". Talvez seja engano meu, mas essa e uma mostra do velho costuma salvadorenho de nao acreditar no que o seu pais produz. As editoras ainda resistem muito em publicar um livro salvadorenho, embora admitam que todos os dias recebem autores em busca de imortalizar suas palavras atraves da publicacao de seus escritos. Quase totalidade deles recebem resposta negativa a seus pleitos, sempre sob a mesma alegacao: os livros nao sao bons. Diante disso, muitos autores se autopublicam. Foi o caso, por exemplo, de Salvador Sanchez Ceren (ex-guerrilheiro e candidato a vice-presidencia pela FMLN) e sua biografia "Con sueños se escribe la vida".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Percebem a trampa? Esse e mais um motivo para que eu siga categorizando El Salvador como um pais extremamente conservador. Nada alem de Roque Dalton ou Claudia Lars e bom. Ainda assim, sao publicados anualmente centenas de livros que ninguem le. O numero de editoras aumenta, escritores batem insistentemente em suas portas, mas nao sao publicados porque julgam que seus livros sao ruins. Jovens geralmente possuem ainda menos chances de serem publicados por julgarem que seus "metodos" nao se adequam ao que as editoras entendem por "literatura de verdade".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resultado: um pais quase sem livrarias pq nao ha leitores. Um pais onde mesmo estudantes universitarios so leem o que lhes e pedido. Um pais onde a literatura e vista como leitura de segunda categoria nao por ser ruim, mas por nao ser considerada util. Um pais onde o quadro de escritores nao se renova com facilidade e livros de culinaria encabecam a lista dos mais vendidos. Um pais, nesse aspecto, triste. Ja dizia o Roque Dalton (por outros motivos, eu sei...), "os tristes mais tristes do mundo".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P.S: brigadinha pelas mensagens de aniversario.&lt;br /&gt;P.S2: alguem pode me ensinar como se agrega links no texto?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4299602958706596838-3459906639089050597?l=juliananajanela.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://juliananajanela.blogspot.com/2008/07/llos-reyes-de-la-pgina-roja.html</link><author>ju.vitorino@gmail.com (Juliana Vitorino)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-4299602958706596838.post-6100129547141582331</guid><pubDate>Thu, 10 Jul 2008 21:04:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-07-10T14:27:48.350-07:00</atom:updated><title>Terapias...</title><description>Ja faz um bom tempo. O Ju me disse: "Ju, porque tu nao comeca a escrever?"&lt;br /&gt;Nunca pensei seriamente nisso, embora tenha feito varias tentativas, rabiscos, tratados, ensaios.&lt;br /&gt;Muita coisa ja aconteceu e desaconteceu. Ja vi, senti, ouvi e vivenciei (acho feio dizer "vivi") um amontoado consieravel de coisas. Como sempre, muitas delas, nunca vou poder comprovar atraves de uma foto, pois se bem me conhecem, sabem da minha relacao pouco amistosa com a minha amiga camera.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nessa primeira incursao eu so queria dizer "oi" e que vou tentar deixa-los em dia sobre a minha  ainda mal tracada experiencia centroamericana. Mas, como eu nao posso deixar de ser prolixa, ja to no segundo paragrafo e com planos para mais um.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, isso aqui sera algumas vezes sobre mim, pessoalmente falando. Outras vezes sera sobre El Salvador, sobre morar do lado direito de uma autopista, em San Salvador e estudar do lado esquerdo da mesma autopista e ja estar em La Libertad. Em alguns momentos, inevitavelmente, sera uma mescla das duas coisas. Noites loucas (em varios sentidos), dias corridos, problemas migratorios, extremos, nao poder andar de saia, guardinhas com armas imensas em todas as esquinas, carros que anseiam por te atropelar, o nascer do sol mais bonito que eu ja vi, imagens pitorescas, onibus suicidas. Apegos, desapegos, desassossegos. O amor, a cura, o medo, o frio na barriga, um mestrado. Sensacoes, comparacoes, elucubracoes, pensamentos insanos. Cajus no meu quintal, doces deliciosos, "era mais seguro andar nas ruas durante a guerra...". Darlen, Aleks, Elsy, Nicia, Juliana, Romeu, Fausto, Laura, Sandra, Alvaro e ate a Larita e quem mais aparecer, mas nao so por aparecer, todos terao um motivo e uma razao, porque se nao for assim, nao serve...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4299602958706596838-6100129547141582331?l=juliananajanela.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://juliananajanela.blogspot.com/2008/07/terapias.html</link><author>ju.vitorino@gmail.com (Juliana Vitorino)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>5</thr:total></item></channel></rss>